Herda-se a vida de mãos-mortas:
Não nos pertence, é do Senhor.
Entrecruzamos os dedos tortos
E rezamos preces de dor.
Travamos um combate à morte
Contra o nosso próprio corpo
E no fim batemos à porta
De Deus, que é a sombra dum morto.
A morte bate como um soco
A nossa porta, na nossa boca
Nos olhos abertos do louco
Na nossa alma e no nosso corpo
Quem apaga as nossas palavras?
Quem levanta a foice que lavra?
Quem manda ossos ao cão de guarda?
Quem sopra na vela que arde?
samedi 26 février 2022
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